O amor vence

O capítulo quinze do evangelho de lucas começa assim: Muitos pecadores e corruptos vinham ouvir Jesus. Os crentes, que se achavam os bons, criticavam dizendo: Olha lá! Ele anda com gente pecadora! Belo testemunho heim!

Posted by Fellipe Brito on June 27, 2015

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O capítulo quinze do evangelho de lucas começa assim: Muitos pecadores e corruptos vinham ouvir Jesus. Os crentes, que se achavam os bons, criticavam dizendo: “Olha lá! Ele anda com gente pecadora! Belo testemunho heim!”

Em resposta a isso, Jesus conta três histórias:
- A história de uma Ovelha Perdida, que o pastor vai atrás.
- A história de uma Moeda Perdida que é achada por uma mulher que revira a casa até achá-la.
- A história de um Filho Perdido, que ninguém nunca vai atrás.

É interessante observar o público para o qual Jesus conta estas histórias. Havia claro, os pecadores, que vieram ouví-los, e os Fariseus e Professores da Lei. Estes últimos são os que fazem o comentário acima.

A história deixa claro os erros do filho mais novo. Amante de prostitutas, gastou toda sua riqueza com falsos amigos, volta pra casa arrependido das coisas más que fez, propõe ao pai trabalhar pra pagar o que levou embora, é aceito como filho de novo, convidado pro jantar, a festa começa a acontecer.

Essa parte da história é clara e facilmente entendida pelos pecadores que estavam ali em volta de Jesus. Mas ele não termina a história nessa parte, Ele continua:

Quando o filho mais velho chegou do trabalho, viu a festa e ficou todo dodói, por que o pai tava fazendo uma festa pro seu irmão que torrou tudo com prostitutas. Dizia ele que se alguém merecia uma festa, era ele que nunca desobedeceu o pai. E nem queria entrar na festa.

O filho mais novo não queria mais fazer parte da família porque queria as coisas do pai. Ele queria as coisa más e por isso se afastou da família.

O filho mais velho, queria as coisas boas, as práticas do bem. O seu código de conduta. E por isso, resolveu que não faria parte da família mais. “Eu não vou jantar com vocês. Não vou entrar e fazer parte da festa dessa familia”. *
*

Para voltar a jantar com o pai, o filho mais novo teve que se arrepender das coisas más que fez; o mais velho precisava arrepender-se das coisas boas que fez. Abrir mão disso, para fazer parte da família.**
**

Ambos tiveram atitudes, boas ou más, baseadas apenas no interesse de ter as coisas do pai.

É importante observar que a volta do filho mais novo implica em perda para o filho mais velho. Para restituir um terço de tudo para o filho mais novo, alguém teria que perder. Isso ofende o filho mais velho, afinal ele era “merecedor” de tudo o que tinha.

Nós somos o filho mais novo e o filho mais velho. Alguns de nós optam por viver a vida como querem, longe de casa, usufruindo o que ganhamos do pai da maneira que bem entendemos. Outros escolhem viver a vida seguindo o código de conduta, fazendo tudo de acordo com a cartilha e assim tendo “direito” as coisas do pai. Ambos somos iguais, com um exterior um pouco diferente, mas iguais.

Jesus é o modelo perfeito de filho mais velho. Ele vivia com o pai quando nós nascemos, ele nos viu usar tudo que o pai deu para o nosso próprio prazer. Ele acompanhou cada passo errado que como humanos tomamos, e Paulo diz o seguinte sobre Ele:

embora fosse Deus, não esnobou isso de forma nenhuma na cara do ser humano, mas se fez fraco como um homem, assumindo o lugar de servir ao invés de ser servido, igual a um homem qualquer.” (Filipenses 2:7)

Ele quis vir até aqui, pagar as nossas contas e nos oferecer um lugar a mesa de novo, dividindo tudo o que Ele tem conosco.

Jesus é o nossa oportunidade de recomeçar. Alguma vez você já quis recomeçar? Pensar: Se eu pudesse viver duas vidas eu faria diferente. Eu seria diferente no colégio; Eu comeria diferente; Eu faria mais exercícios – Jesus é essa segunda chance. Ele é quem nos dá a oportunidade de sermos aquilo que devíamos ter sido, de sermos o que fomos planejados pra ser.

Não importa em qual personagem da parábola nós nos encaixamos, se como o filho mais novo, ou o filho mais velho, você pode se arrepender de tudo de bom e mal que fez. Você pode abrir o seu entendimento para o fato de que todos somos pecadores e precisamos da graça de Deus.

Acha mesmo que nós somos melhores que os outros? Já não explicamos tantas vezes que tanto o povo de Deus quanto os pagãos estão todos debaixo do pecado? As Escrituras já diziam que não há um justo sequer. Ninguém entende, ninguém busca a Deus. Todos abandonaram o caminho e se tornaram inúteis. Não há nem um miserável no mundo que faça o bem. – Romanos 3″

Sejam nossas atitudes segundo a cartilha ou completamente erradas, O amor do pai e do real filho mais velho nos abre a porta para voltarmos pra casa.