Parte 02 de 5
Por Que Alguém Escreveu Isso?
Antes de você ler um único livro dessa biblioteca - uma pergunta. Por que ela existe? Tipo - por que alguém se deu ao trabalho de escrever e guardar, por milhares de anos, tudo isso.
Eu tenho boas notícias: você não precisa adivinhar. Porque alguns dos autores te contam em alto e bom som, com as próprias palavras, os motivos deles. Deixa eu te mostrar três deles.
Primeiro cara. João. Escuta como ele abre uma das cartas dele. "O que ouvimos. O que vimos com os nossos olhos. O que contemplamos - e as nossas mãos tocaram" (1 João 1:1). Presta atenção nisso. Ouvimos. Vimos. Tocamos.
João não é um cara te entregando uma teoria. Não é um professor de filosofia. Ele está te segurando pelos ombros e dizendo - Eu estava lá. Eu ouvi a voz dele. Eu vi com os meus próprios olhos. Eu pus a mão nele. Ele era real. E eu preciso te contar!
E aí ele diz por que está te contando. Palavras dele: "para que a nossa alegria seja completa" (1 João 1:4). É essa a "vibe". Ele não está escrevendo pra ganhar uma discussão. Ele está escrevendo como alguém que viu a melhor coisa que já aconteceu e simplesmente não consegue guardar pra si.
Você já sentiu isso, com certeza. Você assiste um filme incrível ou termina um livro às 2 da manhã e a primeira coisa que você faz é mandar mensagem pra alguém: "você precisa ver isso." É isso que João está falando - só que sobre um amigo dele, que ele viu voltar dos mortos!
Mesmo João. No fim da grande obra dele - a biografia de Jesus. Ele para tudo e aí te diz por que escreveu a coisa toda. Ele fala - olha, Jesus fez um monte de coisa. Não caberia tudo mesmo que eu gastasse todos os cadernos do mundo. Então eu selecionei algumas histórias e resolvi contar pra você - e o meu motivo é esse: "Estas foram escritas para que vocês creiam... e, crendo, tenham vida" (João 20:31).
Isso é uma declaração de tese. Ali, no próprio texto. Ele não está fingindo ser uma câmera de segurança neutra. Ele quer algo pra você. Ele escolheu o que escolheu na esperança de que isso faça algo em você. O que é honesto, na verdade. E bom de saber já de entrada. Este não é um livro de matemática tentando ser objetivo. É uma testemunha - sob juramento - que quer desesperadamente que você veja o que ela viu.
Agora - outro autor. Metodologia totalmente diferente. Lucas. E Lucas abre como um repórter. Quase como um jornalista escrevendo a carta de apresentação da própria investigação. Ele diz - muita gente já escreveu relatos sobre tudo que aconteceu. Então eu resolvi fazer o meu. Eu investiguei tudo. Com cuidado. Desde o começo. Falei com as testemunhas oculares e estou te escrevendo um relato organizado, pra você ter - palavra dele - "certeza" (Lucas 1:1-4).
Você percebe a diferença? João diz: "eu estava lá, eu toquei nele." Lucas diz: "eu não estava lá - então eu fui atrás e conferi. Corri atrás. Aqui está a minha reportagem." Duas pessoas totalmente diferentes: Uma é testemunha. A outra é investigador. E os dois foram registrados.
Então junta tudo. Por que essa biblioteca existe? Porque um monte de gente esbarrou em algo - ou melhor, em alguém - tão fora de tudo que esperavam que alguns escreveram como testemunhas oculares, e outros foram atrás como repórteres. E todos eles queriam que você tivesse a oportunidade de vivenciar estes eventos também.
A Bíblia não é um livro de regras que caiu do céu. É testemunho. De gente que ou estava lá - ou rastreou todo mundo que estava.
Então é justo fazer a próxima pergunta. A óbvia. Tá - então quem é ele? Essa pessoa no centro de tudo.